← Voltar para o blog
Família23 set 2026 · 3 min de leitura

Meu filho está usando drogas. E agora, o que eu faço?

A descoberta assusta, mas o que você faz nos próximos dias pesa muito. Veja os primeiros passos, os erros mais comuns e como pedir ajuda.

Meu filho está usando drogas. E agora, o que eu faço?

“Onde foi que eu errei?”

“Será que é só uma fase?”

“Se eu falar alguma coisa, ele vai embora de casa.”

Se esses pensamentos estão martelando a sua cabeça, respire. Você não é o único pai ou a única mãe passando por isso. E o fato de você estar procurando informação já é um passo importante.

Os sinais que costumam aparecer

O uso de drogas raramente aparece de uma vez. As mudanças são graduais e podem ser confundidas com coisas típicas da adolescência. Fique atento quando vários destes sinais aparecem juntos:

Primeiro passo: cuide de você antes da conversa

É natural sentir raiva, medo e culpa. Mas uma conversa feita no calor da emoção costuma virar briga. Antes de falar com seu filho, converse com outro adulto de confiança, organize o que você percebeu e escolha um momento calmo.

Como conversar

Fale do que você observou, não do que você acha.

“Percebi que você está chegando tarde e dormindo pouco” funciona melhor do que “você está usando droga, eu sei”.

Mostre preocupação, não acusação.

“Estou preocupado com você” abre espaço. “Você é uma vergonha” fecha.

Ouça.

Muitas vezes o uso de drogas é uma tentativa de lidar com outra dor: ansiedade, tristeza, problemas na escola, perdas. Entender isso ajuda no tratamento.

Não espere resolver tudo em uma conversa.

O objetivo da primeira conversa é abrir o diálogo, não arrancar uma confissão.

O que evitar

Procure orientação profissional

A dependência química é uma doença. Assim como você não trataria uma pneumonia sozinho, também não precisa enfrentar isso sem apoio.

Um tratamento adequado costuma incluir avaliação médica e psicológica, terapias individuais e em grupo, orientação para a família e um plano para prevenir recaídas.

Quais são as modalidades de tratamento

Tratamento voluntário

Quando a própria pessoa reconhece que precisa de ajuda e decide iniciar o tratamento.

Tratamento involuntário

Quando a pessoa precisa de tratamento, mas não consegue decidir pela internação. Pela Lei 13.840/2019, esse tipo de internação depende de avaliação e decisão de um médico, pode ser pedida pela família ou responsável legal e tem regras de prazo e comunicação ao Ministério Público.

Internação compulsória

Quando a internação é determinada por decisão judicial, nas situações previstas em lei.

Como a RedeMais ajuda a sua família

A RedeMais é uma ONG mineira que conecta famílias a comunidades terapêuticas e clínicas parceiras em Minas Gerais. Veja como funciona:

  1. Você entra em contato pelo WhatsApp ou pelo formulário do site e conta a situação.
  2. Nossa equipe orienta sobre a modalidade mais adequada e os documentos necessários.
  3. Para o acolhimento voluntário, são necessários três laudos: psiquiátrico, clínico e odontológico. A equipe explica cada um.
  4. Fazemos o encaminhamento para uma instituição parceira, com unidades masculinas e femininas.
  5. A família recebe orientação durante todo o acompanhamento.

Você não precisa passar por isso sozinho

Quanto antes o cuidado começa, maiores são as chances de recuperação. Fale com a gente hoje.

WhatsApp: (31) 99217-0523 | Formulário na página de Contato

Perguntas frequentes

Posso internar meu filho contra a vontade dele?

Em algumas situações, sim, por meio do tratamento involuntário, que exige avaliação médica e segue a legislação. A nossa equipe explica o que se aplica ao seu caso.

Meu filho é maior de idade. Ainda posso ajudar?

Sim. A família pode buscar orientação, conversar com a equipe e entender as modalidades de tratamento possíveis.

Quais documentos preciso para o acolhimento voluntário?

Laudo psiquiátrico, laudo clínico e laudo odontológico.

A RedeMais atende em qual região?

Atuamos em diversos municípios de Minas Gerais, com uma rede de comunidades terapêuticas e clínicas parceiras pelo estado.

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação profissional. Em caso de emergência, procure o serviço de saúde mais próximo ou ligue 192 (SAMU).

Leia também