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Histórias de recomeço23 set 2026 · 3 min de leitura

Existe recomeço: a história de quem saiu do tráfico e hoje protege jovens

Foram cerca de 20 prisões em 16 anos. Hoje, ele dedica a vida a mostrar para jovens que existe outro caminho. Conheça essa história.

Existe recomeço: a história de quem saiu do tráfico e hoje protege jovens

“Ele não tem mais jeito.”

Talvez você já tenha ouvido essa frase. Talvez já tenha pensado isso sobre alguém que ama. Ou sobre você mesmo.

A história que vamos contar é um lembrete de que essa frase quase sempre está errada.

Uma vida que parecia sem saída

Tony Mendez nasceu na Guatemala e cresceu na Califórnia, nos Estados Unidos. Filho de pastores, teve uma criação religiosa. Mesmo assim, entrou cedo no mundo das drogas.

Aos 18 anos, foi preso pela primeira vez, por porte de cocaína. Foi só o começo. Entre 1985 e 2001, somou cerca de 20 prisões. Chegou a atuar no tráfico internacional.

Em 1994, o pai morreu. Nem essa perda foi suficiente para fazê-lo parar.

Quem olhasse de fora diria: esse aí não muda mais.

O dia em que tudo virou

A virada veio em 2001. Tony estava preso de novo. Do lado de fora, havia um filho de dois anos crescendo sem ele.

Foi ali que ele decidiu que aquela não seria a história do filho. Decidiu mudar.

A mudança não aconteceu da noite para o dia. Mas aconteceu. Anos depois, já longe das drogas, Tony voltou para a Guatemala e criou um programa de prevenção para jovens.

Do outro lado da história

Hoje, Tony leva educação sobre drogas a escolas e acompanha centenas de jovens. Ele fala com eles do lugar de quem viveu o problema por dentro.

Uma das frases dele resume o trabalho:

“Quanto mais você sabe sobre as drogas, mais você pensa antes de usar.”

Ele conta o caso de um menino de 13 anos que usava drogas e estava envolvido com violência. Depois de receber orientação e apoio, o garoto voltou a estudar, melhorou as notas e passou a sonhar em trabalhar com prevenção.

A história de um homem que parecia perdido virou ferramenta para salvar outros.

O que essa história ensina para as famílias

1. A dependência não define quem a pessoa é.

Ela é uma doença, e doenças têm tratamento. A pessoa que você ama ainda está ali.

2. O momento da virada não tem data marcada.

Às vezes vem depois de uma perda. Às vezes depois de um susto. Às vezes depois de um gesto de alguém que não desistiu.

3. Ninguém muda sozinho.

Tony precisou de uma razão para mudar e de apoio para manter a mudança. Tratamento, acompanhamento e uma rede de pessoas por perto fazem diferença.

4. Quem se recupera pode transformar outras vidas.

Muitas pessoas que passaram pela dependência hoje trabalham ajudando outras. A experiência vira ponte.

Recomeçar também é possível aqui, em Minas

Na RedeMais, acompanhamos histórias de recomeço todos os dias. Nosso trabalho segue quatro etapas: acolhimento humanizado, avaliação multidisciplinar, acompanhamento contínuo e reinserção social.

A última etapa é tão importante quanto a primeira. Recuperar-se não é só parar de usar. É voltar para a família, para a comunidade e para o trabalho com dignidade.

Se você acha que alguém está perdido demais, fale com a gente

Não existe caso sem esperança. Existe caso sem ajuda. A nossa equipe orienta você sobre o melhor caminho para a sua situação.

WhatsApp: (31) 99217-0523 | contato@redemaismg.ong.br

Perguntas frequentes

Uma pessoa com muitas recaídas ainda pode se recuperar?

Sim. Recaídas fazem parte da história de muitas pessoas que hoje estão em recuperação. Elas indicam que o tratamento precisa ser ajustado, não que a pessoa não tem jeito.

O que é reinserção social?

É a etapa que prepara a pessoa para voltar à convivência com a família, a comunidade e o mercado de trabalho, com suporte continuado depois do acolhimento.

Como a RedeMais pode ajudar?

Orientamos a família e a pessoa sobre as modalidades de tratamento e fazemos o encaminhamento para comunidades terapêuticas e clínicas parceiras em Minas Gerais.

Fonte da história de Tony Mendez: reportagem publicada pela fundação Mundo sem Drogas.

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação profissional. Em caso de emergência, procure o serviço de saúde mais próximo ou ligue 192 (SAMU).

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